. (cena do beijo de Capitu e Bentinho)
"Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata...". Saber compreender um olhar vale mais que mil explicações.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Senhas.
Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas
O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até os estetas
Eu não julgo competência
Eu não ligo pra etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
E compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades
Eu não julgo competência
Eu não ligo pra etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
E compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades
O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Não, não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu não gosto de bom senso
Não, não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem
Eu gosto dos que têm fome
E morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem
Adriana Calcanhotto.
E morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem
Adriana Calcanhotto.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Parece que eu vou mergulhar na felicidade sem fim.
Da sacada da minha casa eu posso ver e rever tantas mil coisas. Ela traz uma magia recheada de lembranças e histórias magnificas que eu vivi ou presenciei, além de ser uma grande libertadora da minha imaginação para o futuro. É só parar e contemplar por alguns instantes essa visão, que vez ou outra ainda se torna mais entorpecente e arrebatadora pelo aparecimento do luar, fico até arrepiada. Pareço estar andando na montanha russa . Nós todos sabemos que é só as nossas retinas captarem as melhores imagens que começamos a pensar na vida e em tudo já ocorrido, naquelas situações mais extasiantes já vividas ou nas mais tristes e igualmente inesquecíveis. E se formos nos atentar são as imagens mais simples as que mais elevam o nosso ser, ou melhor é sempre na simplicidade que vamos buscar o descanso de todas as horas, o aconchego para o desassossego. ("Tudo que parece meio bobo é sempre muito bonito, porque não tem complicação."). Tantas histórias, assim, nos fazem mergulhar na felicidade de viver e saber o quão importante são aqueles momentos difíceis, tristes, eloquentes e felizes. Pois esse é o grande da vida, sentir-se real dentro desse mundo onde há acontecimentos inimagináveis e terrivelmente cruéis, são as situações que nos formarão como pessoas, de cada uma é de onde sairá nosso amadurecimento. Então, meus caros, devemos ser intensos.
No fim, queremos mesmo aquele abraço acolhedor, aquela pessoa amada, o sorriso sincero, as histórias mais lindas para contar, as imagens mais lindas para se contemplar...
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
Flor de Lis
Valei-me Deus
é o fim do nosso amor
Perdoa por favor
eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que
fez tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei
Será, talvez
que minha ilusão
Foi dar meu coração
com toda força pra essa moça
me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz
de uma flor de lis
E foi assim que eu vi
nosso amor na poeira, poeira
Morto na beleza fria de Maria
é o fim do nosso amor
Perdoa por favor
eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que
fez tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei
Será, talvez
que minha ilusão
Foi dar meu coração
com toda força pra essa moça
me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz
de uma flor de lis
E foi assim que eu vi
nosso amor na poeira, poeira
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu
Djvan
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
São Paulo 1984.
VINTE ANOS DEPOIS DA RECONQUISTA DO BRASIL.
O último presidente da ditadura militar, o general Figueiredo, deixa o governo aos civis.
Quando lhe perguntaram o que faria se fosse um operário que ganha salário mínimo, o general Figueiredo respondeu:
- Daria um tiro na cabeça.
O Brasil padece prosperidade famélica. Entre os países que vendem alimentos ao mundo, aparece em quarto lugar. Entre os países que sofrem fome no mundo, aparece em sexto. Agora o Brasil exporta armas e automóveis além do café, e produz mais aço que a França; mas os brasileiros medem menos e pesam menos que há vinte anos.
Milhões de crianças sem teto perambulam pelas ruas de São Paulo e das demais cidades, caçando comida. Os edifícios se transformam em fortalezas, os porteiros viram guardas armados. Todo cidadão é assaltado ou assaltante.
(371)
um texto do livro de Eduardo Galeano.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Minha Vida.
"Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei...
Cenas do meu filme
Em branco e preto
Que o vento levou
E o tempo traz..."
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei...
Cenas do meu filme
Em branco e preto
Que o vento levou
E o tempo traz..."
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