"Laço de fita amarela na ponta da vela no meio do mar"
domingo, 14 de agosto de 2011
Flor de Lis
Valei-me Deus
é o fim do nosso amor
Perdoa por favor
eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que
fez tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei
Será, talvez
que minha ilusão
Foi dar meu coração
com toda força pra essa moça
me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz
de uma flor de lis
E foi assim que eu vi
nosso amor na poeira, poeira
Morto na beleza fria de Maria
é o fim do nosso amor
Perdoa por favor
eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que
fez tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei
Será, talvez
que minha ilusão
Foi dar meu coração
com toda força pra essa moça
me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz
de uma flor de lis
E foi assim que eu vi
nosso amor na poeira, poeira
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu
Djvan
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
São Paulo 1984.
VINTE ANOS DEPOIS DA RECONQUISTA DO BRASIL.
O último presidente da ditadura militar, o general Figueiredo, deixa o governo aos civis.
Quando lhe perguntaram o que faria se fosse um operário que ganha salário mínimo, o general Figueiredo respondeu:
- Daria um tiro na cabeça.
O Brasil padece prosperidade famélica. Entre os países que vendem alimentos ao mundo, aparece em quarto lugar. Entre os países que sofrem fome no mundo, aparece em sexto. Agora o Brasil exporta armas e automóveis além do café, e produz mais aço que a França; mas os brasileiros medem menos e pesam menos que há vinte anos.
Milhões de crianças sem teto perambulam pelas ruas de São Paulo e das demais cidades, caçando comida. Os edifícios se transformam em fortalezas, os porteiros viram guardas armados. Todo cidadão é assaltado ou assaltante.
(371)
um texto do livro de Eduardo Galeano.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Minha Vida.
"Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei...
Cenas do meu filme
Em branco e preto
Que o vento levou
E o tempo traz..."
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei...
Cenas do meu filme
Em branco e preto
Que o vento levou
E o tempo traz..."
domingo, 31 de julho de 2011
Nova Iorque 1930
Com maus modos, às bofetadas, a crise desperta os norte-americanos. A catástrofe da Bolsa de Valores de Nova York rompeu o Grande Sonho, que prometia encher todos os bolsos de dinheiro, todos os céus de aviões, todas as terras de automóveis e arranha-céus.
Não há quem venda otimismo no mercado. A moda se entristece. Caras compridas, roupas compridas,cabelos compridos: acabaram-se os enlouquecidos anos vinte e com eles acabaram as pernas à vista e o cabelo curto das mulheres.
Verticalmente desce o consumo de tudo. Só aumentam as vendas de cigarro, horóscopos e lâmpadas de vinte e cinco velas que dão luz mortiças mas gastam pouco. Hollywood prepara filmes sobre gigantescos monstros desatados, king kong, Frankestein, inexplicáveis como a economia, irrefreáveis como a crise, que semeiam o terror nas ruas das cidades.
(15 e 331- Memórias de fogo, E. Galeano)
texto retirado do livro de Eduardo Galeano.
página 131.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Luiza.
Lua,
Espada nua
Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E no silêncio lento
Um trovador, cheio de estrelas
Escuta agora a canção que eu fiz
Pra te esquecer Luiza
Eu sou apenas um pobre amador
Apaixonado
Um aprendiz do teu amor
Acorda amor
Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração
Vem cá, Luiza
Me dá tua mão
O teu desejo é sempre o meu desejo
Vem, me exorciza
Dá-me tua boca
E a rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar Luiza
Luiza
Luiza
Ana Carolina
Composição: Antônio Carlos Jobimdomingo, 3 de julho de 2011
O passado no presente e no futuro.
Algumas histórias marcam sua vida. Temos uma linha tênue entre o que pode existir e o que não pode ou entre o que poderia ter acontecido e o que aconteceu. A diferença está na atitude, alguns tomaram a decisão de tornar determinados momentos ou coisas em realidade. Somos feitos de fatos, somos o que somos a partir do que vivemos, e isso não vai mudar nunca. Acho que a lembrança, no final das contas, acaba se tornando o detalhe mais interessante e mais importante do ser humano. Como esquecer nossas histórias se a vida , as nossas vidas são verdadeiros longas-metragens formados pelo encadeamento de cenas onde horas fazem sentido horas não.
Muitas decisões moldam nossas vidas, metade delas serão aquelas tomadas com consciência a outra metade não. Riscos? A gente continuamente corre riscos, e esse é o detalhe que deixa emocionante as mil-e-uma-histórias. Sabem...tem outro detalhe, viver é bom, porém viver sendo o ator principal é muito melhor. Então, vamos aproveitar, pois tudo só nos acontece “daquele jeitinho especial” uma vez, infelizmente ou felizmente. Se arrepender? Jamais diga isso, meu caro. Na verdade tudo é história, histórias que depois servem para serem lembradas e contadas.
“(...) E quem não tivesse força de ter prazer, que antes cobrisse cada nervo com uma película protetora, com uma película de morte para poder tolerar o grande da vida.”
( Fotografia: Filipe P Neto - Olhares.com)
Stephanie Vieira Brito.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Respingos do cotidiano: Origem.
“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto.A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta.”
(Nelson Mandela)
sábado, 18 de junho de 2011
Respingos do cotidiano: Mudança.
PhaniEmfrissom.
É importante lembrarmos que é sempre tempo de mudança. As portas se abrem quando somos estimulados e encorajados a lutarmos pelo que sonhamos ver de forma concreta dentro da sociedade. Precisamos por mais em prática o que acreditamos e não deixá-los apenas no plano das idéias.E aceitar transformações quando necessário,pois há sempre tempo de se reconstruir,mas uma reconstrução para a evolução do próprio ser.
Se analisarmos, deixamos de tentar mudar a história não por medo de transgredir as regras e sim pelo pavor que temos da mudança, dos prováveis “dedos apontados na cara”,pelas críticas ferinas e ferrenhas que poderão ser feitas.Um outro motivo para essa assustadora inércia social seria o surgimento de uma sociedade preguiçosa e acomodada que construímos e continuam a serem construídas .
Mudar requer tempo, maturidade e cuidado com a mente humana, pois temos a possibilidade de pensar em transformações tanto para fazer o bem como o mal e para tais decisões um fator muito importante é a vivência, viver e retirar as próprias conclusões diante dos fatos. Por isso busque,cresça e veja com os olhos da re.alidade,re.novação,re.construção.
StephanieVB
sábado, 11 de junho de 2011
Liberta-te ou te devoro.
Belém,11 de junho de 2011.
Para ler ouvindo: Mistérios da meia-noite,Zé Ramálho.
De: phaniEmfrisson
Para: Ivone
Então, Maria, liberdade é isso mesmo... Isso de sempre viver doce, pura, vigorosa, vorazmente. Isso de aceitar tudo o que vem d’alma, do coração, da vida. Deve-se pensar que qualquer atitude tomada implica em consequências boas ou ruins, depende do ponto de vista dos que viveram nessa história. Viver livremente é embalar-se pela melodia e deixar fluir, e prestar atenção se a fluidez não irá afetar os que te rodeiam. Vive bem, vive livre aquele que se responsabiliza por qualquer atitude tomada, e que pensa constantemente em não ceifar a liberdade alheia...
Não, não... Pensando bem, Maria, tudo o que havia dito ontem não significa liberdade, significa apenas “escolhas”. Escolhe-se ser feliz, escolhe-se magoar alguém, escolhe-se partir e deixar histórias para trás, escolhe-se sorrir, escolhe-se chorar. Não somos livres de fato, viver e pensar se determinada ação prejudicaria ou não outrem não é ser livre, não acha? E só o ato de ter que fazer escolhas de certa forma já esconde uma certa obrigação.
Vejo, então, que estamos presos em nossas próprias vontades, em nossas pequenas celas que vamos construindo ao longo da vida. Talvez liberdade mesmo, meeeesmo não exista, existe apenas o bem viver, e por mim tudo bem se me prendo aos afetos, aos sabores, as rotinas - mesmo algumas vezes achando que não possuo rotina alguma -, somente me proponho a viver e continuar pensando nesses mistérios da meia-noite que voam longe.
Uma deliciosa manhã e um grande abraço.
StephanieVB.
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